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 HISTÓRIA | SÉRIE ANTIGA

 
 
VOLUME 1, NÚMERO 2 - DEZEMBRO DE 2015
 
 

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EDIÇÃO COMPLETA


REVISTA HÉLADE
ISSN: 1518-2541
ANO 1, VOLUME 1, NÚMERO 2
DEZEMBRO DE 2015.

 

A responsabilidade pelas opiniões emitidas, pelas informações e ideias divulgadas são exclusivas dos próprios autores.

 

EDITORES
Alexandre Santos de Moraes
Adriene Baron Tacla
Alexandre Carneiro C. Lima

ASSISTENTES DE EDIÇÃO
Camila Alves Jourdan
Geovani dos Santos Canuto

CONSELHO EDITORIAL
Ana Livia Bomfim Vieira
Ana Teresa Marques Gonçalves
Claudia Beltrão da Rosa
Fábio Faversani
Fábio de Souza Lessa
 Gilvan Ventura da Silva
 José Antônio Dabdab Trabulsi
Maria Beatriz Borba Florenzano
Monica Selvatici
Pedro Paulo de Abreu Funari

CONSELHO CONSULTIVO
Álvaro Alfredo Bragança Júnior
Alvaro Hashizume Allegrette
Antonio Brancaglion Júnior
Andrés Zarankin
Barry Cunliffe
Elaine Hirata
Elif Keser Kayaalp
Fábio Duarte Joly
João Lupi
Luciane Munhoz de Omena
Lynette G. Mitchell
Márcia Severina Vasques
Maria Aparecida de Oliveira Silva
Margarida Maria de Carvalho
Maria Cristina N. Kormikiari Passos
Maria de Fátima Sousa e Silva
Maria Isabel d’Agostino Fleming
Philipp W. Stockhammer
Renata Senna Garraffoni
Violaine Sebillotte Cuchet
Wolfgang Meid

EDITORIAL

História e a Liberdade de Ensinar
History and the freedom to teach
Prof. Dr. Alexandre Santos de Moraes
 
DOSSIÊ - LITERATURA ANTIGA: TEMPO E TRADIÇÃO
Repensando relacionamentos amorosos nos poemas de Catulo:
suas noções de fides e amicitia (séc. I a.C.)
Profa. Dra. Ana Teresa Marques Gonçalves
Grad. Breno Teles Pereira

Resumo: Em I a.C, Roma, o poeta Catulo, denominado pejorativamente como um dos poetae novi, utiliza de dísticos elegíacos para expressar seu enlutamento, deboche de figuras políticas e, principalmente, indignação amorosa. Em sua obra que reúne as poesias, demonstra seu “odeio e amo” relacionado à Lésbia, fruto de inúmeros de seus cantos poéticos. Neste artigo, objetivamos a análise de como o poeta que vivia à época em que o amor conjugal se dava como improvável, cultiva afeto, ódio e amor por Lésbia, mesmo sendo não mais que amante da mesma.
Palavras-chave:
Lésbia, elegia, relacionamento amoroso.

Abstract: In I B.C., Rome, the poet Catullus, pejoratively described as a poetae novi, uses elegiac couplets to express his mourning, political figures debauchery and, mostly, loving outrage. In his work that gathers the poetry, demonstrates its “hate and love” related to Lesbia, source of most of his poetic chansons. In this article, we aim to analyze how the poet that lived in a time that marital love was given as improbable, cultivates affection, odium and love for Lesbia, even not being more than a lover of hers
Keywords: Lesbia, elegy, romantic relationship.

A releitura do mito de Fedra e Hipólito por Eurípides e Sêneca - Interseções
Prof. Dr. Fernando Crespim Zorrer da Silva

Resumo: A reescrita do mito de Fedra e Hipólito por Sêneca representa um processo dinâmico no qual o autor examina a tradição e produz uma nova obra. Desde o início da peça, Phaedra, o escritor romano diminui a presença dos deuses no que contribui para a instauração da ideia do homem como centro das ações e como sendo responsável por suas escolhas. Além disso, o drama enfatiza a ideia de que não se deve perder a razão em nome da paixão. Também é possível observar traços da filosofia estóica na censura da aia em relação aos atos praticados pela esposa de Teseu. Deste modo, principalmente dialogando com as construções poéticas de Eurípides, Sêneca apresenta uma nova obra adaptada ao seu contexto histórico-social e literário.
Palavras-chave:
Fedra, Hipólito, Sêneca, Eurípides.

Abstract: Seneca’s rewriting of the Phaedra-Hippolytus myth represents a dynamic process in which the author examines the tradition and produces a new work. From the very beginning of the play, Phaedra, the Roman writer curtails the presence of gods, thus contributing to the idea of man as the center of actions and accountable for his own choices. In addition, the drama emphasizes the idea that one should not exchange reason for passion. It is also possible to observe characteristics of stoicism in the way the nurse reproaches Theseus’s wife for her actions. Therefore, by establishing a connection with Euripides’s poetic constructions, Seneca delivers a new work, adapting it to his historical, social, and literary context.
Keywords:
Phaedra; Hippolytus; Seneca; Euripide

A formação discursiva d'Os Persas de Ésquilo
Profa. Doutoranda Renata Cardoso de Sousa

Resumo: O objetivo de nosso artigo é mostrar como, através da Análise do Discurso, podemos compreender a formação discursiva que perpassa a tragédia Os persas, de Ésquilo, a qual influencia sobremaneira a sua composição. Além disso, utilizando esse instrumental, é possível ancorá-la à época de sua composição e perscrutar a influência da configuração histórica no texto, tornando a tragédia uma documentação profícua para o estudo da História Antiga.
Palavras-chave: Ésquilo; Os persas; Análise do Discurso; Atenas clássica; tragédia grega.

Abstract: Our aim in this article is to show how to understand the discursive formation which passes through Aeschylus’ Persians and influences too much the composition of the tragedy. Besides, by using the Discourse Analysis’s metodology, becomes possible to anchor the text to its composition time and perceive the historical configuration’s influence in it, turning tragedy into a proficuous documentation to the study of Ancient History.
Keywords:
Aeschylus; Persians; Discourse Analysis; Classical Athens; Greek tragedy.
 

Marcial e as Sátiras de Horácio
Prof. Dr. Fábio Paifer Cairolli

Resumo: O presente artigo visa identificar relações entre a obra do poeta latino Marcial e a de seu antecessor Horácio, amiúde citado em seus epigramas. Em particular, serão observadas passagens dos dois livros de Sátiras que teriam servido de modelo na produção dos Epigramas.
Palavras-chave:
Marcial, Horácio, epigrama, sátira, emulação.

Abstract: This article aims to identify the relation between the Latin poet Martial and the works of his predecessor Horace, often quoted in his epigrams. Particularly, parts of the two books of Satires will be observed which have served as a model in the production of Martial’s Epigrams.
Keywords:
Martial, Horace, epigram, satire, emulation.
 

TEMA LIVRE
Diálogos entre História e Psicologia - uma leitura da Fabula de Eros e Psiquê a partir da obra Metamorphoses do autor romano Lucius Apuleius (século II d.C.)
Prof. Dr. Dominique Santos
Grad. Beatriz Isabel Zendron Range
Grad. Danielle Labes Zavadniak

Resumo: A Uma das principais transformações ocorridas no interior do campo historiográfico no século XX foi o alargamento da noção de documento, o que, por sua vez, ampliou também a relação da Ciência da História com outras áreas do conhecimento. O estudo das sociedades antigas acompanhou estas mudanças, ocasionando o surgimento de novos objetos de investigação ou a revisitação de temas tradicionais a partir de outras perspectivas. É dentro deste contexto que se insere este artigo, cujo objetivo principal é analisar a Fabula de Eros e Psiquê, narrada nos livros IV, V e VI da obra Metamorphoses, do autor romano Lucius Apuleius (século II d. C.), a partir de um diálogo interdisciplinar entre a Ciência da História e a Psicologia.
Palavras-chave:
História Antiga; Psicologia; Apuleius; Metamorphoses; Eros e Psiquê.

Abstract: One of the principal changes occurred inside the historiographical field in the twentieth century was the extension of the concept of document, which in turn has also expanded the relationship of the Science of History with other areas of knowledge. The study of ancient societies accompanied these changes, causing the emergence of new objects of investigation or the revisiting of traditional themes from new perspectives. This article belongs to this context. Its main objective is to analyze Eros and Psyche Fabula, narrated in books IV, V and VI of the late 2nd century AD work Metamorphoses, written by Lucius Apuleius, as from an interdisciplinary dialogue between the Science of History and the Psychology.
Keywords:
Ancient History; Psychology; Apuleius; Metamorphoses; Eros e Psyche.

El mito paradigmático. La fiesta punitiva y el arte de hacer sufrir
Prof. Dra. María Cecilia Colombani

Resumo: Este artigo analisa o teatro grego antigo como um espaço instrutivo na Atenas Clássica (século V e IV a.C.). Acreditamos que as encenações contribuíam para a formação do corpo cívico ático, fazendo parte, portanto, de um processo de paideía.
Palavras-chave:
Teatro Grego, Educação, Paídeia.

Abstract: This article analyzes the ancient Greek theater as an instructional space in Classical Athens ( fifth and fourth century BC). We believe that the plays contribute to the formation of Attic society and make a part, therefore, a paideia process.
Keywords:
Greek Theatre , Education, Paideia.

RESENHA
Ainda o gênero em debate
FOXHALL, Lin. Studying Gender in Classical Antiquity. Cambridge: Cambridge University Press, 2013, pp. 188, 25 euros.
Prof. Dr.
José Antônio Dabdab Trabulsi
 


PRÓXIMO DOSSIÊ
Volume 2, Número 1
Jogos, Desporto e Práticas Corporais na Antiguidade
Organizador: Fábio de Souza Lessa

Em 2016, a cidade do Rio de Janeiro será sede da 31ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. O evento quadrienal, idealizado pelo Barão Pierre de Coubertin ainda no século XIX, representa uma das mais marcantes presenças da Antiguidade Clássica no mundo contemporâneo. Não há dúvida de que os jogos modernos possuem diferenças em nada desprezíveis quando comparados aos Jogos Pan-helênicos, seja em suas diretrizes, características, abrangência e objetivos. No entanto, continuam emblemáticas as constantes referências à Grécia Antiga, que começam pela nomenclatura e a respectiva menção aos jogos de Olímpia celebrados em honra a Zeus, passando pelas modalidades esportivas praticadas ontem e hoje, e até mesmo pelo ideário que se propõe herdeiro dos helenos, do ágon à areté dos atletas. Em síntese, falar em Olimpíadas é, direta ou indiretamente, fazer um retorno ao mundo antigo.
     Nesse sentido, o próximo número (volume 2, número 1) da revista Hélade publicará o dossiê intitulado Jogos, Desporto e Práticas Corporais na Antiguidade. Considerando que as atividades esportivas constituem-se em um espaço de sociabilidade e de partilha de interesses comuns, permitindo a integração social, a formação de identidades e diversas discussões de ordem política, convidamos os autores a refletirem sobre esses e outros aspectos que julgarem oportunos no âmbito das sociedades antigas. O tema do lazer, o desempenho atlético, os financiamentos do Estado e de entes privados, as possíveis formas de institucionalização, a relação com os espectadores, a diversidade e peculiaridade das modalidades, os valores éticos/morais associados ao desportismo, as formas de excitação, os olhares do corpo, a busca pela glória e prestígio, o viés religioso e o caráter pedagógico são alguns dos focos das análises relacionadas a esse fenômeno que cada vez mais ganha espaço nas reflexões acadêmicas.
Os interessados poderão enviar suas contribuições até o dia 10 de julho de 2016 para o e-mail revistahelade@gmail.com.

 

 
 
 
   

NEREIDA - Núcleo de Estudos de Representações e de Imagens da Antiguidade
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